quinta-feira, 30 de agosto de 2007

A evolução do funk carioca pode representar o fim da humanidade

No início dos anos 90 acompanhei nas rádios e em fitas k7 grandes sucessos do funk carioca em lançamentos como o Rap Brasil 1, 2, 3 etc. Naquela época estourava sucessos como o Rap do Silva, Cidade de Deus e outros. Não se assuste com o que vou dizer: Eu gostava. Até hoje atiça minhas nostalgias. Baixei alguns daqueles raps “das antigas” no emule recentemente. Não curto mais, entretanto veio-me em mente uma questão. Nada é tão ruim que não possa ser piorado. Naquela época o fuck carioca não era bom
-eu que não tinha bom gosto e nem muitas opções, sem falar que as influências contam muito, todos meus coleguinhas ouviam - mas certamente hoje é bem pior . Muitos destes estagnaram e estão nos “pi-ri-ri-pom-pom” ou nas eguinhas pocotós da vida, drogas bem mais pesadas. Em 1996 um acontecimento salvou a alma de muita gente. Renato Russo morreu e ganhou inúmeros fãs, cujos um amigo meu da época os chamou de
fãs-pós-morte, tinha até sigla e tudo FPM. Muitos adeptos da suingueira (espécie de avacalhação do pagode), que surgiu mais ou menos no mesmo contexto, passaram a ouvir a Legião... mas o efeito do remédio passou e hoje a mesma patologia se apresenta. Existe no Rio de Janeiro uma criatura que se chama Tati Quebra-Barraco. Ela tem muitos fãs. E em suma, canta e fala um monte de besteira. O que me assusta é que ela representa a evolução do funk carioca, assim como uma Lacraia e a tal eguinha Pocotó... se esta evolução ainda tiver acontecendo me pergunto: Que outros bichos virão por aí, meu Deus!? Será que essas doenças não correm o risco de virem com mutações com poderes epidêmicos... sendo assim quem estará a salvo?

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Deixo acima uma enquete pra que você registre sua opinião a respeito deste tema que prometo comentar mais noutro momento... ao lado você vê uma figura citada nesta matéria... se ela lesse esse texto certamente diria:
<§(*&!;$#¨&%$#$%
Ou algo bem pior

Deveria poupar-lhes leitor mas, uma de suas músicas mais tocadas diz assim:

"Sou cachorra, sou gatinha,
não adianta se esquivar
Vou soltar a minha fera,
eu boto o bicho pra pegar"

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Festa Encantada na Chapada do Corisco

Dias 24 e 25 deste mês de Agosto foi apresentado no adro na igreja de São Benedito o espetáculo “Festa Encantada na Chapada do Corisco” com direção de Adalmir Miranda.Assisti e aprovei. É sempre difícil a realização de espetáculos teatrais em espaços abertos. O espetáculo contou com um grande elenco (digo em quantidade, apesar da qualidade também não ter deixado a desejar) e uma boa estrutura de som e cenário. Vou me furtar de contar mais detalhes, tendo em vista que não assisti tudo, mas posso destacar as participações de Talita do Monte e Tércia Ribeiro, ambas com quem já tive o prazer de atuar ao lado. Indubitavelmente esta “Festa” custou caro aos cofres públicos por isso, acho que não deve se resumir em apenas duas apresentações. Há muitos cantos nesta cidade que precisam de cultura e de arte que não só a Chapada do Corisco...Por que não percorrer quatro ou cinco bairros, levando alegria, entretenimento, cultura, informação etc. a quem até das manifestações culturais se encontram à margem?

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

PROERD

Há nas PMs do Brasil e em Polícias de mais 55 países aproximadamente, um Programa chamado PROERD(Nos EUA, onde surgiu em 1983, na Polícia de Los Angeles, se chama D.A.R.E. que quer dizer, Drugs Abuse Resistence Education)Em Agosto de 2006, portanto há um ano, ingressei pela PM/PI neste projeto como instrutor depois de fazer um curso inesquecível em Petrolina-PE. Hoje formei minha primeira turma de alunos, foram apenas 19 crianças, mas para mim teve uma enorme significado...pude plantar nesses jovens seres, a semente do amor, da fraternidade, do respeito e sobretudo pude ajudá-los a estarem preparados para dizer "NÃO" às drogas e "SIM" à vida...há momentos na vida que nos marcam, este me deixou uma bela duma marcação...pensei até que não merecia tamanha alegria...e neste instante no mais natural de meu natural...digo apenas, OBRIGADO DEUS!

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

O HOMEM PERFEITO

Compartilho com meus leitores o divertido vídeo do talentoso Jô Soares. Certamente irão gostar e não custa nada deixar o seu comentário...para quem, além de ver o ouvir quiser ler o poema recitado, aí vai a transcrição...


O Homem Perfeito
Jô Soares

O homem perfeito é lindo
Tem um pouco de mistério
É belo quando está rindo
E belo quando está sério
O homem perfeito é bom
Tem um jeito carinhoso
Quando fala em meigo tom
Causa um arrepio gostoso
O homem perfeito é fino
É solicito
É fiel
Tem a graça de um menino
E é mais doce do que o mel
O homem perfeito adora dar flores, botões de rosa
A uma velha senhora
Ou a uma jovem formosa
O homem perfeito tem energia, não se cansa
Lava a louça, cozinha
Gosta muito de criança
O homem perfeito é sensível a grande arte
Gosta de dança e balé
Nunca há de magoar-te...
Pra encerrar, a preceito, esses versos...
...que alinhei
Se existe um homem perfeito...
Ele só pode ser gay

UMA BOA SEMANA A TODOS vocês 'PERFEITOS OU NÃO' rsss




sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Será que serei um Maiakovski?

Há quem diga que no mundo
existe mais poetas
- ou pessoas que escrevem poesia -
que leitores de poesia.
Me enquadro entre aqueles que leêm e escreve, mas destes dois expedientes,apenas o primeiro sei que faço bem...
Estas falas iniciais, meu caro leitor, é muito mais um 'desdobro'
(falando no bom piauiês) que um prólogo do que vem aí...

Com vocês um poema meu... e se acaso sentires que estes versos mereça um comentário, não deixes de o fazer...pois como disse o grande Voltaire, posso não concordar com nada do que você diz, mas defenderei até a morte o direito de você falar...



O rio de minhas raízes

Não posso mais atravessar
O rio de minhas raízes à nau
Há pontes...várias
E hoje uso estas!
Das nostalgias fiz
Duas ou três poesias e pronto!
Uso mesmo é a ponte
É rápido
Seguro e
Mais barato
O cais morreu
- Isto é fato...
Há coisas que só são boas nas lembranças
Não abro mão da ponte
E nem poderia abrir
Não posso mais atravessar
O rio de minhas raízes à nau
Não é porque há pontes
Ou porque não há mais barcos
Ou canoa
E sim, por que ao invés de rio
Só há coroa,
Tapete de areia o aterrando.

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

"Entre espumas"


Um famoso cantor de brega piauiense de nome Roberto Muller há décadas vem entoando com sua voz marcante, a música “entre espumas”, já gravada por vários outros nomes, até por Naira Lima. Escutando com mais calma e desprovido de preconceito fui ouvir e ler, música e letra. Cheguei a uma conclusão que pode até soar irônica: é uma poesia...
façamos uma pausa e vamos a letra:


Uma noite sentou-se a minha mesa
E entre tragos, lhe dei todo meu amor
Transcorreram só duas semanas
Como em sonho minha vida se acabou
Desde então, os rios do meu pranto
Confortavam a cruz da minha dor
Ninguém sabe que meus males são tão grandes
Que me partem o coração
Mas conforta e eu sei que está em minhas mãos
Aliviai-me desta amargura
Se um amor nasceu de uma cerveja
Outra cerveja beberei para esquecer
Um amor que surge numa mesa
Entre espumas terá que terminar

Fiquei dias pensando nessa música. Começou depois da separação (efêmera) de um casal amigo meu. A história deles era bem diferente da música, mas tinha em comum o fato deles terem decidido selar a união em meio umas e outras cervejas e a mesma ter sido interrompida, certa vez, bem próximo do mesmo bar.Também entre espumas.Mas não era isso que eu queria aqui registrar e sim, algo que pra mim foi uma descoberta: a autoria da música que eu passei dias imaginando ser de um piauiense, nem de brasileiro é. “Entre espumas” é uma lindíssima canção do cubano Luis Marquetti, muito interpretada pelo seu compatriota Barbarito Diez, o título em espanhol é o mesmo, os arranjos são bem diferentes e é bem caribenha A meu ver, certamente muito melhor que a versão portuguesa. Quem quiser conferir é só deixar o comentário que eu envio por e-mail. Ao lado deixo as fotos da esquerda para a direita está Barbarito Diez, Luis Marquetti e Roberto Muller.

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

A FAIXA AO LADRÃO!

A respeito da faixa ao lado, em que o sujeito suplica que o ladrão venda a ele próprio seus objetos roubados, observo que esta mensagem reflete, antes de mais nada uma descrença na capacidade do Estado de garatir-nos segurança.
O negócio é sério!

Um pouco de mim...

em suma eis que...

Estou no penúltimo período de História na UFPI, ingressei neste curso depois de ter desistido do curso de Biologia na UESPI. Faço teatro desde os 14 anos, portanto estou prestes a completar uma década...iniciei no Teatro do Boi no bairro matadouro, zona norte de Teresina, com Silvana Oliveira, Wilson Costa e também tínhamos ajuda do hoje americano João Brito. De lá pra cá participei de alguns grupos como o Alla de Ruidglan Barros, Biboca de Wellington Sampaio, Pé-de-muleque de W. Salmito e por três anos trabalhei como arte-educador do projeto Rádio Caneleiro e do projeto Vila Bairro cultural ambos da FCMC, período em que aprendi com Wellington Sampaio a arte do Teatro de Boneco ou pelo menos um pouco dela. Deixei a FCMC e como precisava de um emprego fixo ingressei na Polícia Militar em 2004,onde hoje sou instrutor do Programa Educacional de Resitência às Drogas e à Violência-PROERD, função que exerço com muita dedicação e apreço. Como historiador estou desenvolvendo uma pesquisa sobre a transferência da capital piauiense em 1852 de Oeiras para Teresina e no teatro estou tentando diminuir mais os trabalhos como ator e me dedicando no ofício de dramaturgo no ano passado, em 2006 fui premiado no concurso NOVOS AUTORES da FCMC na categoria peça teatral e terei assim minha obra publicada neste ano o nome da peça é "Casimira Quietinha: um romance sertanejo com lorota, briga e beijo" na ocasião do lançamento será divulgado aqui o dia, a hora e o local.

Prefaciando o Blog

Depois de visitar, e até com certa frequência, alguns blogs, uns interessantes, outros nem tanto, resolvi criar o meu endereço na Net, para também poder publicar umas idéias, críticas, elogios enfim, comentários de vário feitio e circunstância.

Quem sou eu

Minha foto
Formado em história, mestrando em educação. Educador social (trabalho com prevenção às droga) Tenho como hobby, a dramaturgia, escrevi algumas peças teatrais e tenho um livro publicado nesta área.