quinta-feira, 18 de junho de 2009

"UMA DISCUSSÃO BIZANTINA"

Jornalista precisa ou não de diploma?

Os donos de um poder alardeiam. Gritam por uma causa disparatada. O expressar-se jornalisticamente no Brasil até hoje tinha um dono, dantes não tinha e nem deve o ter. Tem importância um diploma de comunicação? Claro. Todo tipo de qualificação é bem vinda, só não se pode, a bem da liberdade soberana que todo indivíduo deve de se expressar, exigir um diploma, seja ele de que for, para que alguém possa exercer de forma plena esse direito. Quem pode ensinar as disciplinas básicas do curso de Comunicação nas faculdades? O diplomado na área. Quem pode ministrar aulas de história no ensino regular? O diplomado em história. Quem pode pesquisar o passado? Fazer pesquisas históricas, lançar livros de história? (Ofício que diferente do jornalismo, existe a milhares de anos) Qualquer um que se dispuser. Quem pode narrar fatos, comentá-los, publicá-los em jornais, revistas, internet, TV, rádio ou em qualquer outro meio que possa surgir? Qualquer um que se dispuser. Nos países desenvolvidos, os profissionais mais gabaritados são formados em outras áreas do conhecimento (alguns depois fazem especialização na área de comunicação). Uma coisa é certa, para quem tanto fala em liberdade de expressão, e não estou aqui questionando isso, não pode defender que uma pessoa tenha de estudar quatro anos para poder expressar-se como jornalista. Além do mais, o discurso de que o diploma de tais profissionais perde o valor é uma falácia pois comparar a amplitude de um curso de comunicação, com a prática jornalística é reducionismo. Portanto, Isso não é questão de desqualificar uma classe mas, de não excluir todo o restante.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

POEMA A VÍCTOR SISO

Ao vencedor ajuizado

Se lado a lado encontrarmos quiçá um dia
amor pleno e desconforto latejante
não por um simples instante
mas sem data de fim,
saberemos que amor mensurável
é um querer que não perdura
uma simples criatura
ilustra bem isso em mim

segunda-feira, 25 de maio de 2009

REESCREVER A HISTÓRIA ERRANDO DE NOVO

Veja o que disse Alexandre Garcia, jornalista da Rede Globo em artigo recente:

Reescrever a história
No último fim de semana, eu lia Desvios do Poder, do ex-Consultor da República Galba Veloso, para entender a legalidade da reunião com os prefeitos em Brasília, e descobri, no livro, uma lei sobre abusos de poder. A lei 4898 trata com severidade a autoridade civil ou militar que praticar abuso de poder. A lei diz que todo cidadão tem o direito de agir penal e civilmente contra a autoridade, civil ou militar, que abusar do poder atentando contra a liberdade de locomoção do indivíduo, a inviolabilidade do domicílio, o sigilo da correspondência, o direito de união, a incolumidade física, privação de liberdade, como manter alguém sob custódia ou submetê-lo a vexame, não comunicar prisão ao juiz, prender mesmo com possibilidade de fiança – e por aí vai.
Agora, a minha surpresa: sabem de quando é a lei? De 9 de dezembro de 1965. Em pleno regime militar, sob a chefia do marechal-presidente Castello Branco. Lembrei-me de registrar isso porque no dia 17 último, a insuspeita Folha de S.Paulo, em editorial, chamou de ditabranda aquela época brasileira, em contraposição com ditaduras como de Fidel Castro e a disfarçada de Hugo Chavez. Houve gente que ficou furiosa com a Folha, por causa do editorial. "Que infâmia é essa de chamar os anos terríveis da repressão de ditabranda?" – perguntou uma professora da Faculdade de Educação da USP, segundo a Veja. Minha neta me fez a mesma pergunta, porque o professor dela contou que foram anos de chumbo, que ninguém tinha liberdade. Desconfiei que o professor nem havia nascido em 1964 e ela me confirmou isso.
Eu vivi aqueles tempos. Fui presidente de Centro Acadêmico em 1969. Fui jornalista do Jornal do Brasil de 1971 a 1979. Cobria política e economia e nunca recebi qualquer tipo de ameaça, censura ou pressão. Sei que havia censura. Comigo, nunca houve. Sei que havia tortura. Certa vez me chamaram para identificação no DOPS, de suspeitos presos por um assalto ao Banco do Brasil, que eu havia testemunhado. Os dois estavam no chão, gemendo, com sinais evidentes de tortura. Fiquei revoltado e não fiz o reconhecimento. Nada me aconteceu.
Nesse último carnaval, contou-se que o governador do Rio preparou uma claque para afastar o temor de vaia para o presidente Lula – que no Rio já havia sido vaiado na abertura do Pan, no Maracanã. O temor existia, mesmo com o alto índice do presidente nas pesquisas de popularidade. Lembro que o general Médici foi o mais duro entre os generais-presidentes. Mas ele entrava no Maracanã, de radinho no ouvido e cigarro no canto da boca, e quando aparecia na tribuna o estádio inteiro o aplaudia. E ele estava reprimindo os grupos armados de esquerda que sequestravam e assaltavam bancos. Os carros dos brasileiros andavam com um plástico verde-e-amarelo que dizia "Brasil – ame-o ou deixe-o". Alguém explica isso?
Os generais-presidentes foram todos eleitos pelo Congresso, onde havia oposição. O último deles, ao contrário de Fidel e Chavez que negam suas ditaduras, assumiu fazendo uma promessa: "Eu juro que vou fazer deste país uma democracia". Coisa rara, um suposto ditador reconhecer que não governava numa democracia. Por tudo isso, já está em tempo de se esquecer a propaganda, os rancores, as mentiras, e reescrever nossa História recente. História sem verdade não é ciência, é indecência.
Alexandre Garcia

Eu o respondi com o seguinte comentário:

Meu caro Alexandre, você só esquece que não existe apenas uma história, sua própria expressão "reescrever a história" sinaliza bem isso. É bem verdade que não foi a maioria da população que foi torturada, oprimida, assassinada e isso não aconteceu de forma homogênea em todo país, continental país diga-se de passagem, mas não se pode negar que houve muito mais violência institucional naquela época no Brasil que esse seu artigo insensato por natureza, possa mensurar… creio que não é dessa forma que se pode reescrever a história, com a mesma generalização dos que a escreveram antes. Faz-se necessário pontuações… deixar os extremos e passear hermeneuticamente pelos fatos.

QUE EXPEDIENTE INÚTIL, REESCREVER A HISTÓRIA ERRANDO NOVAMENTE. Não sei se ele chegou a ler tal comentário pra falar a verdade, mas quem quiser conferir pode acessar o seguinte link: http://opiniaoenoticia.com.br/brasil/nacional/reescrever-a-historia/

domingo, 15 de março de 2009

VOCÊ SABE QUEM É O LIS?

FHC e Lula na década de 1970 e Flor de lis, simbolo francês

Você sabe quem é o LIS... não sabe? Vou explicar:
LIS é como se chamaria o atual presidente do Brasil se chamássemo-lo pelas iniciais, tal qual nos acostumamos com a sigla FHC (Fernando Henrique Cardoso) mas falando em LIS (Luis Inácio da Silva – não considerando o apelido Lula, posteriormente incorporado ao nome oficial) acredito que não cairia bem, não por que lis seja o nome de uma flor (da família das Amarilidáceas) mas por se tratar da flor que esteve associada á monarquia absolutista francesa particularmente, ligada com o rei da França que coincidentemente se chamava Luís, mais precisamente Luís VIII o primeiro a usar o símbolo. Ademais creio que Lula é um nome suave, de fácil pronúncia e bem nordestino. Falando com um amigo jornalista, ele disse achar Lula “muito jocoso e meio burro, cheio de metáforas insossas” disse que preferia FHC, minha resposta foi essa: “Meu caro amigo me perdoe, por favor peço-lhe que atente que é bem melhor, uma fala ouvir e sorrir que um discurso escutar em blá-blá-blá. [rssss].”

quinta-feira, 12 de março de 2009

ANCORO



Um canto de amor vos ofereço
Simples, terno e finito.
Breve, baixo, talvez bonito
Mas este canto de amor
Quero vos dar

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

O poeta é um fingidor

Encontrei alhures um dia desses Emerson Araújo, poeta e outras coisas mais...Meu professor de Literatura há dez anos atrás e entreguei a ele um exemplar de meu livro:



Casimira Quietinha: um romance sertanejo com lorota, briga e beijo

Ele se disse grato e afirmou que publicaria em seu blog, http://www.emersonaraujo46.blogspot.com/ ferramenta que segundo o mesmo utiliza para dizer-se no mundo, será um prazer ver o comentário deste meu texto por alguém desta envergadura, mas não vou me delongar muito, deixemos para depois do post.
Por enquanto fiquemos com uma poesia de Fernando Pessoa que traz um verso que Emerson Araújo vez por outra cita: “O poeta é um fingidor”


Autopsicografia

O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
***
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
***
E assim nas calhas de roda Gira,
a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

UM BREVE COMENTÁRIO SOBRE O ÓBVIO


Estando com apenas um fósforo na caixa num ambiente de parca iluminação, tendo a disposição uma vela, uma lamparina e uma fogueira o que você acenderia primeiro? Dizem os mais espertos que é necessário ver as coisas com mais profundidade e que a capa muitas vezes não é tão representante do conteúdo do livro. Sim isto é razoável. Newton não usou os telescópios de Copérnico pra afirmar: massa atrai massa. Estudando a queda de objetos e o sistema solar, propôs que massa atrai massa. Não se sabe ao certo o porquê até hoje, mas esse é um fato. E o que teria o levado a essa conclusão? A queda de uma maçã. Sim. Por que não? Isso, sem dúvida alguma, pelo menos é um bom exemplo pra se entender a lei da gravidade.
Vejamos a piada a seguir:


Sherlock Holmes e o doutor Watson vão acampar. Após um bom jantar e uma garrafa de vinho, entram nos sacos de dormir e caem no sono.
Algumas horas depois, Holmes acorda e sacode o amigo.
_"Watson, olhe para o céu estrelado. O que você deduz disso?".
Depois de ponderar um pouco, Watson diz:
"Bem, astronomicamente, estimo que existam milhões de galáxias e potencialmente bilhões de planetas. Astrologicamente, posso dizer que Saturno está em Câncer. Também dá para supor, pela posição das estrelas, que são cerca de 3h15 da madrugada… O que você me diz, Holmes?".
Sherlock responde: "Elementar, Watson, seu idiota! Alguém roubou nossa barraca!"

É possível entender as coisas pela regra geral “observe com mais profundidade”? Também não. Difícil não aprender as regras e sim as exceções que cada uma trás no bojo. É possível assim decretar a falibilidade das fórmulas generalizantes. Para enxergar o distante se faz necessário ter em vista o palmo a frente do nariz.
Em relação a pergunta feita no início do texto, a resposta não poderia ser mais simplória, você tem que acender primeiro o próprio fósforo.

O buraco começa da superfície. Uma importante atitude seria ver além do óbvio, mas sem deixar de considerá-lo

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Meras questões

De todo começo se espera que venha com boas perspectivas de fim.
E das manhãs de primavera, perfume de jasmim!
Nunca pode sonhar quem não dorme
Nem dormir quem não se apercebe de um sonho
E o que dizer das noites que engendram dias funestos?
Penso que deveriam ser abortadas num fosso atlântico antes das seis
E o que dizer dos dias que levam tristezas noite a dentro?
Penso que deveriam ser suspensos no Nepal.


E quem vai responder:


O que dizer das aves que não voam
Que são menos importantes
Ou que tem os pés mais no chão?


Para onde vão os amores que morrem?

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E onde estão os amores que vão nascer?

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Onde enterro o nosso amor que morreu?

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Onde jaz a paz do Iraque?


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Como enfartam aqueles que não têm coração?

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Por que são duplos alguns órgãos
Como rim, pulmão...é suficiente um só coração?

Quem sou eu

Minha foto
Formado em história, mestrando em educação. Educador social (trabalho com prevenção às droga) Tenho como hobby, a dramaturgia, escrevi algumas peças teatrais e tenho um livro publicado nesta área.