sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

OS ESTUDANTES E O ESTADO DEMOCRÁTICO DE "ESQUERDA"


Fico feliz por ver os jovens de Teresina protestando e manifestando-se a favor de seus direitos, isso sinaliza para uma ideia de conscientização política. É difícil se conseguir na prática algum resultado com o discurso do tipo: "manifestar pacificamente"... Isto que os jovens estão fazendo não é uma ação (disso ainda são muito incipientes, no que se refere a atitudes políticas), mas uma reação e eles reagem proporcionalmente à agressão que sentem. Será o valor de uma passagem o cerne desta celeuma? Ou isto seria o reflexo de um quadro de insatisfação generalizado com as instituições públicas? Já passamos da fase de mirar nossas munições argumentativas para verbalizar contra, meramente, o aparato policial, este expediente não serve mais, ele é anacrônico, servia nos anos 60 e 70 num contexto que nós conhecemos, a ditadura militar. Isso soa como se a luta fosse simplesmente contra as instituições de segurança pública, e não o é. Uns até lançam mão de um reducionismo ocioso e nefasto à luta dos jovens, “Polícia X Estudantes”, indubitavelmente isso empobrece o debate, aliás, colocações falaciosas não faltam nesses momentos. Acredito nas manifestações, no “ir às ruas” no protestar, mas, falta-nos alçar outros voos, dentro desta conjuntura que nos é favorável. Precisamos exercer nossa cidadania e otimizar nossa participação na representatividade político-administrativa. Mas, a despeito disso, caiu 18%, nas eleições de 2008 e 2010, o número de jovens eleitores entre 16 e 17 anos (e que não são obrigados a votar), segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Este é o menor percentual de jovens inscritos nas últimas três eleições. As verdadeiras revoluções têm um papel corrosivo, como assevera a historiadora brasileira Emília Viotti. Precisamos, portanto aprender a agir mais, e não apenas reagir, ou seja, precisamos de pro-atividade e não apenas reatividade. Não é apenas a passagem de ônibus que está subindo, mas a corrupção, o “coronelismo” e o “voto de cabresto” que se remodelam e tantos outros males neste Estado Democrático de “Esquerda”.

6 comentários:

Cláudia Amorim disse...

Parabéns pelas sabias palavras, Os nossos representantes tem que perceber que estão lá para defender os interesses da população, mesmo que finjam um falsa democracia. Calar nunca não mais, alguém tem que fazer algo para que essa realidade de coronelismo e voto de cabresto acabe, e juventude é a ponte certa para um novo pensamento em nosso estado.AÇÃO GALERA!

Cláudia Amorim disse...

Parabéns pelas sabias palavras, Os nossos representantes tem que perceber que estão lá para defender os interesses da população, mesmo que finjam um falsa democracia. Calar nunca não mais, alguém tem que fazer algo para que essa realidade de coronelismo e voto de cabresto acabe, e a juventude é a ponte certa para um novo pensamento em nosso estado.AÇÃO GALERA!

Baltazar Nogueira disse...

Que bom ter você de volta. Gostei muito da matéria. Realmente, sinto também haver uma insatisfação generalizada do povo com as instituições públicas. Portanto, mexam-se!

NSANTOS disse...

Bom, Waldílio! Muito pertinentes suas palavras. Precisamos de matérias assim sempre cara, a fim de enriquecer o debate em situações como essas.

Educação disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
ADRIANA disse...

Parabéns pelos seus comentários. Acredito que as Manifestações do Estudantes é uma luta histórica e que não é somente contra o aumento da passagem no tranporte coletivo, como você bem colocou em suas palavras, mas sim uma luta contra o sistema administrativo que querem impor e pouco ou nada se preocupam com o bem estar da população. ADOREI!!!

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Formado em história, mestrando em educação. Educador social (trabalho com prevenção às droga) Tenho como hobby, a dramaturgia, escrevi algumas peças teatrais e tenho um livro publicado nesta área.